quinta-feira, 5/março/2026
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Polícia investiga família no Nortão que movimentou R$ 20 milhões com lavagem de dinheiro, tráfico e jogos de azar

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

A Polícia Civil deflagrou, hoje, a Operação Showdown, para cumprimento de quatro mandados de prisão, sete mandados de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoa jurídica contra um núcleo familiar que movimentou mais de R$ 20 milhões ligado a uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, divulgação de jogos de azar, entre outros crimes na região norte do Estado. Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Criminal de Sinop e cumpridos em Alta Floresta e Nova Bandeirantes.

A investigação tem como alvo principal uma mulher apontada como liderança de uma organização criminosa em Alta Floresta. Considerada de alta periculosidade, ela está foragida do sistema prisional desde agosto do ano passado, quando fugiu do presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Segundo a polícia, além dela, familiares próximos da investigada, como o pai, a filha da foragida e o marido, também são alvos da operação. Eles são apontados como operadores financeiros do grupo criminoso, atuando na lavagem de dinheiro adquirido com o tráfico de drogas administrado pelo grupo criminoso.

As investigações apontaram que, no período de um ano e sete meses, o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões relacionados às atividades do tráfico, uma vez que os valores são totalmente incompatíveis com a renda declarada, detalhou a polícia. Os investigadores apuraram que o grupo utilizava diversos mecanismos para lavagem de dinheiro, como empresas de fachada dos seguintes ramos: calçados, beleza e roupas multimarcas, além do uso de plataformas digitais de jogos de azar on-line, que, posteriormente, eram apresentados como ganhos legítimos.

Outro braço do esquema envolveria a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta. “Sob comando direto da filha, o pai da líder da organização seria o responsável por gerenciar o garimpo e um bar e prostíbulo próximo à Nova Bandeirantes. De acordo com a polícia, o local também serviria de apoio para extorsões a garimpeiros e prática de tráfico de drogas. O ouro extraído poderia ser utilizado como forma de ocultar e reinserir recursos ilícitos no mercado formal, dificultando o rastreamento financeiro”, acrescentou a polícia, através da assessoria.

A filha e o genro da líder da organização ostentam uma vida extremamente luxuosa, com compras de imóveis, carros de luxo e viagens internacionais. A jovem possui um perfil no Instagram com mais de 40 mil seguidores, onde compartilha detalhes da sua rotina e suas aquisições, informa a Polícia Civil.

As investigações são conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá e da Delegacia de Alta Floresta.

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