A secretaria estadual de Saúde confirmou que foram contabilizados, entre janeiro e dezembro do ano passado, pouco mais de 3,9 mil acidentes envolvendo animais peçonhentos no Estado. De acordo com o relatório ambiental, os números representam um aumento de 18,33% em relação a 2024, quando houve 3,4 mil ocorrências da mesma natureza.
Os dados apontam que os ataques de escorpiões foram os mais frequentes, totalizando 1,9 mil registros, o equivalente a 50% do total. Na sequência, aparecem os acidentes com serpentes (1 mil), aranhas (306), abelhas (230), outros animais — como arraias, lacraias e bagres — (302), lagartas (21) e casos não classificados (31).
A pasta ainda avaliou que, nos últimos dez anos, os casos relacionados a abelhas apresentaram grandes oscilações, como entre 2017 e 2019, em que os números aumentaram em mais de 195%. Nos últimos 5 anos, o aumento se deu de maneira significativa, sendo o maior número computado no ano passado.
Somente neste ano, nos primeiros 22 dias, já foram registradas três mortes causadas por abelhas e envolvendo trabalhadores. Os quadros de óbito foram comunicados nas cidades de Vale do São Domingos, Cáceres e Nova Mutum. Segundo orientação da pasta, a remoção das colônias de abelhas situadas em lugares públicos ou residências deve ser efetuada por profissionais devidamente treinados e equipados, preferencialmente à noite ou ao entardecer, quando os insetos estão calmos.
A população local deve evitar aproximar-se de colmeias de abelhas africanizadas sem estar com vestuário e equipamentos adequados (macacão, luvas, máscara, botas, fumigador). Barulhos, perfumes fortes, desodorantes, o próprio suor do corpo e cores escuras (principalmente preta e azul-marinho) desencadeiam o comportamento agressivo e, consequentemente, o ataque.
Entre os 5 principais tipos de acidentes por animais peçonhentos, o Estado destacou que as ocorrências com abelhas são as únicas que não possuem um soro específico para o tratamento no Brasil, porém há estudos acerca de sua produção. O tratamento das reações alérgicas varia de acordo com a gravidade das manifestações apresentadas e é abordado da mesma forma que se trata outras reações anafiláticas.
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