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Quatro mulheres são presas em MT por aplicar golpes de dentro de salão de beleza

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Redação Só Notícias (foto: assessoria/arquivo)

A Polícia Civil de Cuiabá, em apoio à Polícia Civil do Distrito Federal, cumpriu, hoje, cinco mandados de busca e apreensão e quatro de prisão, na Operação Quimera, deflagrada com foco na desarticulação de um grupo de mulheres, especializado em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A investigação levou à identificação da envolvidas, responsáveis por causar prejuízos a vítimas no Distrito Federal e em outros Estados.

Segundo a polícia, as diligências iniciaram após uma vítima do Distrito Federal perder mais de R$ 76 mil ao tentar adquirir um veículo Mercedes-Benz anunciado em uma plataforma na internet. Utilizando o nome falso, o criminoso intermediou a negociação de um veículo que, na realidade, pertencia a outra pessoa, sem qualquer relação com a fraude. Ao induzir a vítima ao erro, direcionou o pagamento para a conta de uma integrante do grupo. A prática é conhecida como “Golpe do Intermediário”, modalidade recorrente em plataformas de compra e venda online.

Os investigadores identificaram que os acessos utilizados na fraude partiam de um salão de beleza na capital mato-grossense, apontado como base operacional do grupo criminoso. Dentre os alvos identificados, está o titular da internet fixa e proprietário do salão. Ela possuía um padrão suspeito de 56 chaves Pix cadastradas, sendo 39 delas aleatórias, além de histórico criminal por estelionato.

No mesmo endereço, uma suspeita teve seu número de telefone vinculado aos aparelhos celulares utilizados para aplicar os golpes e para habilitar linhas com dados falsos, inclusive em nome da própria vítima. Segundo a polícia, outra integrante do grupo foi identificada como a primeira “conteira”, pessoa responsável por receber os valores provenientes do golpe. Ela recebeu o montante integral transferido pela vítima e, no mesmo dia, distribuiu parte da quantia a outras integrantes do esquema. Também foram identificados como outros integrantes do grupo criminoso, responsáveis por responder por transferências realizadas pela vítima.

Uma das suspeitas possuía 22 chaves PIX cadastradas e antecedentes por estelionato no estado de Sergipe. Outra apresentou movimentação financeira atípica superior a R$ 240 mil em curto período, indício de lavagem de capitais oriundos de múltiplos golpes.

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