A deputada federal coronel Fernanda, que faz parte da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criticou, esta tarde, parlamentares que trocaram socos e ofensas durante a sessão que aprovou a quebra de sigilo bancário de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). A comissão busca apurar se Lulinha teria recebido indiretamente repasses do esquema milionário de fraudes no INSS.
O UOL informa que, segundo a Polícia Federal, há três menções ao nome de Lulinha nos autos sendo um deles feito pelo ex-sócio de Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, afirmou que ele seria “sócio” do lobista em projeto ligado à cannabis medicinal e teria recebido R$ 25 milhões para um negócio de “kits de dengue”, além de uma suposta “mesada” de R$ 300 mil. O ministro Andre Mendonça, do STF, atendeu pedido da PF e autorizou a quebra de sigilo de Lulinha antes da decisão da comissão parlamentar.
Durante a votação da quebra de sigilo, na sessão da CPMI, houve gritaria, confusão entre deputados do PT, contrários a quebra de sigilo, e dos partidos de oposição. O deputado mineiro Rogerio Correia (PT) se envolveu em briga com os deputados Alfredo Gaspar (União-AL), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ) e foram desferidos socos.
A deputada mato-grossense coronel Fernanda (PL), que faz parte da CPMI, manifestou que ” a base do governo entrou em desespero após, nós da CPMI do INSS aprovar a quebra de sigilo bancário de Lulinha, filho do presidente da República. Quem não deve, não teme!”.
O deputado mato-grossense coronel Assis (União) criticou a “gritaria, agressão e tentativa de intimidação dentro da comissão. Minha solidariedade ao deputado Luiz Lima , que foi agredido simplesmente por cumprir seu papel”, disse.
O deputado mato-grossense Jose Medeiros (PL) classificou a confusão de “baixaria petista”. Após CPMI do INSS aprovar quebra de sigilo bancário de Lulinha, deputado puxa saco de Lula, Rogerio Correia, perde a cabeça e parte pra agressão ! Se isso não gerar cassação de mandato, ninguém mais pode ser cassado!”, cobrou.


