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Colíder decreta situação de emergência devido às chuvas; prejuízo de quase R$ 1 milhão

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Só Notícias/Wellinton Cunha (fotos: reprodução)

A prefeitura decretou, ontem, situação de emergência por seis meses em razão dos prejuízos causados pelas fortes chuvas que atingem o município desde o fim de dezembro, tendo como base relatório técnico que aponta danos severos em estradas vicinais, pontes e bueiros, além de alagamentos e isolamento de comunidades rurais. Segundo a prefeitura, os prejuízos já ultrapassam R$ 992 mil em gastos emergenciais, e a estimativa é de que sejam necessários cerca de R$ 2,5 milhões adicionais para a recuperação e readequação das estradas vicinais afetadas.

De acordo com o levantamento técnico, cerca de 956 km da malha viária rural do município foram afetados. O alto índice pluviométrico provocou o transbordamento de rios e córregos, saturação do solo e formação de atoleiros, erosões profundas e deslizamentos de terra.

O relatório destaca que os danos dificultam ou impedem o tráfego de veículos de passeio, transporte escolar e caminhões de carga. Em diversos pontos, houve rompimento de bueiros e queda de pontilhões, comprometendo vias consideradas estratégicas para a agricultura e mobilidade de moradores. Como consequência, comunidades rurais e assentamentos ficaram parcialmente isolados, o que dificulta o atendimento de emergências e o acesso a serviços básicos.

O impacto atinge diretamente cerca de 6 mil moradores da zona rural. Na área da educação, há risco de suspensão do transporte escolar em trechos considerados inseguros. Na saúde, equipes enfrentam dificuldades para chegar às unidades e realizar atendimentos domiciliares. Já na agricultura, principal base econômica local, o escoamento da produção de grãos e o transporte de gado foram prejudicados, justamente em período de colheita, quando o tráfego de veículos pesados aumenta.

Com o decreto, o município fica autorizado a mobilizar todos os órgãos da administração pública para ações de resposta ao desastre, restabelecimento de serviços essenciais e assistência à população. A medida também permite contratações emergenciais, com dispensa de licitação, para aquisição de bens, serviços e obras necessárias ao enfrentamento da situação.

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