O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da CS Mobi, vereador Tenente-coronel Dias (Cidadania), afirmou que as oitivas deverão ocorrer na próxima semana, na câmara municipal de Cuiabá. A nova CPI, protocolada em dezembro de 2025, tem prazo de 120 dias para cumprir a missão de investigar possíveis irregularidades no contrato de concessão assinado durante a gestão do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), para estacionamento rotativo e a revitalização do Mercado Municipal.
De acordo com o presidente, o prazo é mais do que suficiente para realizar um bom trabalho e, por isso, com o início dos ritos legislativos nesta terça-feira, o foco da semana será apurar detalhadamente os documentos para, só então, ouvir os depoimentos. “Precisamos analisar bem todos os documentos que nos foram enviados para, só então, chamar as pessoas-chave e, sem rodeios, trazer as respostas que a população precisa sobre esse contrato”, enfatizou o presidente.
Para Dias, há um possível direcionamento na licitação, que teria sido iniciado em 2019, quando a Promulti apresentou um Estudo de Manifestação de Interesse (PMI) sem chamamento público e, posteriormente, integrou o consórcio vencedor. O presidente também deverá apurar junto aos membros da CPI, possível conflito de interesses e a validade de uma contraprestação mensal de R$ 1,1 milhão por 30 anos. Também serão avaliadas a concessão do estacionamento rotativo e a expansão do serviço por diversos pontos da cidade.
Compõem a nova CPI os vereadores Dilemário Alencar (Podemos), como vice-presidente; Ilde Taques (PSB), membro; Demilson Nogueira (PP), 1º suplente; Eduardo Magalhães (Republicanos) 2º suplente; e Sargento Joelson (PSB), 3º suplente.
No ano passado, outra CPI na Câmara de Cuiabá, que investigou o contrato do estacionamento rotativo, indiciou o ex-prefeito Emanuel Pinheiro e o ex-secretário Francisco Vuolo por improbidade administrativa.
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