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Sinop se articula para ter a 2ª zona de processamento de exportação de MT

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Só Notícias (foto: assessoria/arquivo - atualizado 08h54)

O presidente da Associação Brasileira de Zonas de Exportação (ABRAZPE), Helson Braga, vai apresentar para lideranças empresariais de Sinop e região a importância do fortalecimento econômico da região com a criação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE). O encontro será no dia 12 de março. Sinop está entre os principais exportadores e as indústrias alcançaram 6,8% de participação nas exportações do Estado e o município segue em 3º no ranking estadual. De janeiro a novembro do ano passado, as negociações representaram US$ 1,699 bilhão (R$ 9,1 bilhões) tendo soja 64,6% de participação, seguido por milho 24,5%, sêmeas, farelos e outros resíduos 7,5%, além da carne bovina congelada 2,8%.

O encontro é organizado pela secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico, que projeta a ZPE como forte aliada do setor empresarial, pois proporcionará, dentre vários fatores, condições tributárias mais favoráveis. “É um local em que se processa, com toda a estrutura de Receita Federal, de representação pode ser de iniciativa privada, pode ser mista, público, privado. Pode ser de grupo, pode ser individual”, disse o secretário Jose Pedro Serafini. “Ela não trata só de exportação, mas também de importação” e o presidente fará “explanação, efetivamente de uma ZPE, como ela funciona, regulação que precisa, que tipo de tramitação, quem é que pode instalar, tipos de negócios, importação, exportação, entre serviços, máquinas, cereais, alimentos, tanto para trazer como para enviar”. “A região Centro Oeste, tem dois lugares para serem implantadas as zonas de processamento. Mas preferencialmente, pela dinâmica e pelo crescimento, Sinop está na bola da vez”, analisou, em entrevista ao Só Notícias.

Outro fator que, segundo o secretário, contribui para a criação da ZPE, é o processo de industrialização que Sinop vivencia. “Tem também muita gente que exporta e importa, que Sinop é um dos destaques, digamos assim, no Mato Grosso, de exportação”, disse. “O aeroporto nos ajuda a dar essa condição de importação. Então, nós estamos trazendo ele para cá para ele fazer uma palestra para todos os interessados. Nós, estamos definindo o local, nós vamos depender aí do número de inscritos para definir o local”.

Serafini acrescenta que “vamos fazer uma palestra com possíveis interessados em tratar dessa zona de exportação e importação” e acrescentou que, “em relação ao passado (quando se tentou criar a ZPE), é totalmente diferente. Hoje, há vontade política da gestão. Também uma vontade empresarial. Economicamente, nem se compara Sinop de 2001 com agora”. “Não tem como deixar o Governo Federal e nem o governo estadual de fora. É preciso que todos estejam envolvidos, que tenha também uma ação política”, disse.

“O importante é você ter a sede da ZPE em Sinop, mas não vai impedir de um comerciante de outra cidade, que tem intenção de importar ou de exportar, ele também pode estar nessa ZPE”, explica. “Sinop está passando por um processo de industrialização já num ritmo melhor que Rondonópolis. Cuiabá é a capital. Mas a Sinop já está vivendo essa virada de página. O que nós queremos é que essa virada de página se consolide. Ela continue se transformando e solidificando como um dos grandes potenciais de investimento no Brasil, que já está sendo hoje”, avalia. “Imagina como a zona de processamento, praticamente de Cuiabá para cima, vem tratar desse assunto de importação e exportação passando por Sinop. E o incremento na economia e logo depois vem a Ferrogrão (ferrovia Sinop-Miritituba) que deve ser licitada em março, ou abril”. “E ainda com agora a garantia de que vai duplicar a BR-163 entre Sinop, a divisa do Pará e terceiras pistas do território do estado do Pará até o Porto de Santarém, temos certeza que será um impacto muito grande. E o importante, depois de Cuiabá, nós vamos solidificar com toda essa agricultura como a segunda maior economia do Estado de Mato Grosso. Então, nesse projeto ela é estratégica para o bom andamento também. O aeroporto já é o grande diferencial”, acrescentou.

O secretário diz que, para Sinop, continuar nesse ritmo de crescimento, “é preciso que as pessoas interessadas se mostrem, elas participem, elas levantem a cabeça e falem: sim, nós queremos isso (ZPE). A partir do momento que a sociedade organizada, empresarial, se mobiliza, as coisas acontecem”, afirma.

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