Começou por volta das 09h20, no fórum de Sinop, o julgamento de Wellington Honorato dos Santos, pelo assassinato de Bruna de Oliveira, de 24 anos. O crime foi em junho de 2024, após discussão entre o réu e a vítima por causa da venda de um ventilador em uma residência no bairro Parque das Araras. Ela foi assassinada e, em seguida, ele arrastou o corpo dela utilizando uma corrente e uma corda presas a uma moto. O corpo foi deixado em uma valeta, distante cerca de 400 metros do local do crime. O réu foi preso um dia depois em Nova Maringá (283 km de Sinop).
Wellington participa remotamente, de Cuiabá, onde está preso na Penitenciária Central do Estado. Conforme a decisão anterior do judiciário, o réu não estará presente em Sinop por risco à sua integridade, já que ele pertence a um grupo criminoso rival do dominante na cidade. O júri é presidido pelo juiz Walter Tomaz da Costa. O promotor do caso é Herbert Dias Ferreira e o advogado de defesa é João Francisco de Assis Neto.

Acompanhe o júri em tempo real (atualizado às 11h13):
11h06 – Bruno relata que tomou conhecimento, dias antes, de que a vítima e o réu teriam discutido, embora não saiba informar o motivo. Em seguida, o Ministério Público encerra os questionamentos.
11h04 – Em oitiva ao Ministério Público, Bruno informa que ele e Wellington chegaram a permanecer custodiados na Penitenciária Ferrugem. Relata que, conforme versão que circulou na unidade prisional, foi levantada a hipótese de que Bruna teria supostamente extorquido Wellington, sob a alegação de que ele pertenceria a uma facção rival na cidade, o que colocaria sua vida em risco. Bruno afirma que não acredita nessa versão. Por fim, declara que a irmã não integrava facção criminosa, embora reconheça que mantinha contato com algumas pessoas envolvidas nesse meio.
11h – Bruno afirma que não conhecia Wellington. O magistrado questiona se houve dificuldade para localizar o corpo. A defesa interrompe e pede a palavra pela ordem. Ao se manifestar, o magistrado esclarece que a sistemática de inquirição adotada segue o procedimento já utilizado pela 1ª Vara Criminal. Na sequência, Bruno afirma que a localização do corpo não foi fácil, em razão do local de difícil acesso. Relata que, após a atuação do Instituto Médico Legal (IML), não foi mais permitido aproximar-se. Esclarece que o corpo estava em uma valeta com aproximadamente dois metros de profundidade e que somente foi possível visualizá-lo em razão de marcas visíveis de sangue. “O corpo dela estava todo rasgado”.
10h59 – Relata que o corpo foi localizado em cerca de 40 minutos após o início das buscas. Afirma que, inicialmente, não quis acreditar no que havia encontrado e que, ao constatar a situação, acionou imediatamente a polícia, comunicando a localização. Por frequentar a igreja situada nas proximidades, solicitou ao pastor o acesso às imagens das câmeras de segurança do local. Afirma que jamais imaginou que tamanha crueldade teria sido empregada.
10h57 – Na delegacia, relata que foi questionado acerca da existência de motocicleta ou veículo em posse do suspeito. Posteriormente, um policial indagou se havia alguma área de mata nas proximidades do local, orientando-o a se deslocar até a região para verificar se havia algo fora do comum. A testemunha informa que, à época, frequentava a igreja e que, posteriormente, foi custodiado em razão de desdobramentos relacionados à morte da irmã. Em seu relato, expressa o impacto emocional dos fatos, afirmando que a perda alterou profundamente a dinâmica familiar, declarando: “Ele não matou só a Bruna. Matou a família toda”.
10h51 – Diante da situação, relata que, acompanhado do padrasto, dirigiu-se até o local onde Wellington residia, imóvel no qual a irmã já havia morado anteriormente. Informa que havia conhecimento de que vítima e réu teriam residido no mesmo endereço, porém em unidades distintas. Ao chegar ao local, dirigiu-se até a última quitinete onde o réu morava. Afirma que encontrou o ambiente em condições suspeitas, com muito sangue, a porta escorada, o local extremamente sujo e sem móveis, indicando que o réu teria realizado a mudança naquela mesma manhã. Diante disso, passou a suspeitar de que algo grave havia ocorrido com sua irmã. Relata que tentou obter informações junto a pessoas próximas, porém não obteve respostas. Em seguida, dirigiu-se à delegacia, onde procurou o delegado plantonista e comunicou os fatos ocorridos.
10h45 – Por videoconferência, o irmão da vítima é inquirido pelo magistrado. A testemunha relata as circunstâncias em que tomou conhecimento do falecimento da irmã, Bruna de Oliveira. Informa que a vítima era mãe de três filhas, com idades de 12, 6 e 4 anos. Relata que Bruna realizava trabalhos como diarista e contava com o apoio da avó e dele próprio para cuidar das crianças.
Conta que, na sexta-feira pela manhã, deixou as duas filhas mais novas sob os cuidados da avó e saiu, ressaltando que a irmã costumava manter contato frequente. No entanto, relata que ao longo da sexta-feira não recebeu notícias. No sábado, sem qualquer informação durante o dia, recebeu, à noite, uma ligação de um conhecido, informando que Bruna havia passado a noite de sexta-feira na companhia do acusado e que, posteriormente, ele teria saído e retornado em condições que levantaram suspeitas.
10h41 – Por videoconferência, em razão de estar custodiado na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira (Penitenciária da Ferrugem), Bruno de Oliveira Rabuka, irmão da vítima, é a segunda testemunha a ser ouvida.
10h40 – Membro do Conselho de Sentença pergunta se foi realizado exame toxicológico na vítima. O policial esclarece que não sabe informar. Testemunha é dispensada.
10h39 – Defesa indaga quem forneceu as informações acerca do relacionamento da vítima com o acusado. O policial esclarece que os dados foram repassados por familiares da vítima, especificamente pelo irmão e pela avó.
10h38 – A defesa questiona se o investigador esteve no local do crime na data em que o corpo foi localizado. Em resposta, esclarece que o foco de sua atuação esteve voltado à identificação da autoria do crime, o que foi devidamente realizado. Informa, ainda, que não entrevistou o réu Wellington Honorato dos Santos, tendo a oitiva sido conduzida pela delegada responsável pelo caso.
10h35 – A defesa questiona acerca do local onde foi realizada a prisão do réu. O investigador esclarece que não esteve presente no momento da prisão, a qual foi efetuada pela equipe da Delegacia de Polícia de São José do Rio Claro, no município de Nova Mutum.
10h34 – A defesa começa a inquerir a testemunha. Indaga quanto ao local onde a prisão foi efetuada.
10h31 – O Ministério Público inicia os questionamentos, indagando acerca das circunstâncias do crime. Ao ser questionado, o investigador relata que o réu afirmou ter se desentendido com a vítima em razão de uma negociação envolvendo a venda de um ventilador novo, que ele não teria aceitado realizar. Relata que, conforme declarações atribuídas ao réu, houve estrangulamento e depois, ele cortou o pescoço da vítima com uma faca, o que resultou na morte da vítima. Informa ainda que, segundo o irmão de Bruna, ambos mantinham um relacionamento há aproximadamente dois meses. O investigador menciona que a vítima possuía registro anterior relacionado à posse de drogas, porém ressalta que não há qualquer indício de vínculo com facções criminosas. Acrescenta, por fim, que foram encontradas garrafas de cerveja vazias no local dos fatos.
10h28 – Esclarece que foi o irmão da vítima, Bruno de Oliveira, quem localizou o corpo. Informa, ainda, que o local onde o corpo foi deixado, uma valeta, apresentava difícil acesso, situando-se às margens da mata do Parque Florestal.
10h25 – Volta a explicar que, após a identificação da placa do veículo e o levantamento de passagens por pedágios, a delegacia mobilizou a Polícia Rodoviária Federal e solicitou apoio para tentar localizar o suspeito. Como o veículo passou por Lucas do Rio Verde, mas não chegou a Nova Mutum, a equipe concluiu que ele poderia estar escondido em outra cidade ao longo do trajeto. Diante da análise de imagens e do trabalho de repressão e inteligência, surgiu a informação de que o suspeito estaria escondido no município de Nova Maringá. A equipe efetuou a prisão do réu, naquela cidade, na casa de uma prima.
10h23 – Relata que, por meio de imagens de câmeras de segurança de uma igreja, foi possível identificar o réu conduzindo o corpo da vítima preso por uma corrente, deslocando-o por aproximadamente 400 metros em linha reta até as proximidades do Parque Florestal. No local, às margens de uma valeta destinada ao escoamento de água, o corpo foi abandonado.
10h21 – Na sequência, foi informado o endereço de um tio do suspeito, localizado em Sinop, ocasião em que a equipe policial se dirigiu até o local, porém nada foi encontrado. Um vizinho relatou ter visto o indivíduo sair do imóvel em uma motocicleta, portando uma mochila, e que não retornou posteriormente. A partir dessas informações, foi possível identificar a motocicleta por meio da placa, constatando-se tratar do mesmo veículo utilizado para arrastar o corpo da vítima. Constatou-se, ainda, que o réu havia adquirido a motocicleta de um colega de trabalho, o qual forneceu os dados da placa. Na sequência, foram realizados trabalhos de rastreamento, sendo que o veículo passou pelo pedágio de Lucas do Rio Verde.
10h17 – Reuber esclarece que esteve na cena do crime, porém não no mesmo dia dos fatos, uma vez que o crime ocorreu durante a madrugada do dia 3 de junho de 2024 e, inicialmente, foi atendido pela equipe de plantão. Relata, ainda, que, no decorrer das investigações, foi localizado um holerite em nome de Wellington Honorato dos Santos, referente a uma empresa do ramo de venda de mármore. A equipe policial diligenciou até a referida empresa, onde foi confirmada a atuação do suspeito no local, bem como sua ausência no dia dos fatos.
10h13 – Reuber Mario Sá Gallio é a primeira testemunha. Ele é investigador da Polícia Civil.
10h01 – Composto o Conselho de Sentença, formado por seis mulheres e um homem, selecionados em anuência entre o Ministério Público e a defesa, em observância aos ritos legais.
9h56 – O presidente da sessão do Tribunal do Júri determina o sorteio dos integrantes do Conselho de Sentença, que atuarão como juízes de fato no caso.
9h44 – Aberto o pregão para a composição do Conselho de Sentença. Na sequência, é realizada a leitura dos crimes atribuídos ao réu, assim como os nomes do magistrado que irá presidir a sessão, defesa e representante do MPE.
9h20 – O juiz Walter Tomaz da Costa cumprimenta a todos os presentes e informa que o réu pronunciado já está acompanhado pela defesa. O réu, que se encontra preso em Cuiabá, acompanha a sessão virtualmente.



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