O conselho regional de Medicina de Mato Grosso manifestou preocupação, através de nota, com o resultado abaixo do esperado obtido por dois cursos de Medicina do Estado no exame nacional de avaliação da formação médica (Enamed), divulgado na última segunda-feira (19), ressaltando que a situação “coloca a população em risco”, “evidencia falhas graves na formação médica e reforça a urgência de medidas mais eficazes antes do exercício profissional”.
O órgão declarou que está alinhado com o Conselho Federal de Medicina, que defende a aprovação do projeto de lei que institui o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) como etapa obrigatória para o registro profissional. A proposta foi aprovada em 1ª votação no Senado, mês passado, e ainda passará por mais um turno de votação para a aprovação definitiva.
De acordo com o comunicado, 35% dos formandos em Medicina de Mato Grosso vêm de cursos de universidades reprovadas pelo ministério da Educação. “Uma delas é o Centro Universitário do Pantanal em Cáceres. Dos 26 concluintes avaliados, apenas quatro atingiram a nota miníma considerada proficiente”, diz a nota. O curso da Unipantanal obteve nota 1 de 5. Além deste, o curso da Universidade de Cuiabá (Unic/Unime), com nota 2, também foi considerado insatisfatório. As universidades não se manifestaram publicamente sobre o assunto.
Por outro lado, conforme Só Notícias informou, os cursos de Medicina UFMT, campus de Sinop e Cuiabá, e da Universidade Federal de Rondonópolis alcançaram nota 4, considerada alta, pelo ministério. Os cursos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Cáceres, e do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), com 3, também foram considerados satisfatórios.
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