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Nova Mutum teve 90 casos de hanseníase ano passado; maior número em 10 anos

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

A prefeitura está em andamento com a campanha Janeiro Roxo, alusiva ao Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase, celebrado no próximo dia 26. Os dados epidemiológicos do município, no período de 2015 ao ano passado, apontam que foram 316 casos de doença. Somente no ano passado, o número é expressivo, com 90 diagnósticos registrados, o maior número nos últimos 10 anos.

A análise por faixa etária mostra que a maior concentração de casos está em adultos em idade produtiva, especialmente entre 35 e 64 anos, o que tem impacto direto na força de trabalho e na renda familiar. Também se observa registro de casos em crianças e adolescentes (faixas de 5 a 19 anos), o que é um forte indicador de transmissão ativa recente no território e sinaliza a necessidade de ações mais incisivas junto às famílias e às escolas. 

A prefeitura informou que a secretaria de Saúde realiza o diagnóstico clínico e multiprofissional, nas Unidades de Atenção Primária à Saúde, por médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, com apoio de exames complementares quando necessários. O tratamento, oferecido integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é simples, via oral. A duração varia, em média, entre seis meses e um ano, conforme a forma clínica, e apresenta altas taxas de cura quando seguido corretamente.

A transmissão ocorre, principalmente, por vias aéreas superiores (tosse, espirro, fala) a partir de pessoas doentes que ainda não iniciaram tratamento. No entanto, é essencial destacar que a hanseníase não se instala de forma imediata: geralmente é necessário convívio prolongado, entre 3 e 5 anos, em ambiente domiciliar, de trabalho ou de convivência próxima. Uma vez iniciado o tratamento regular, o paciente deixa de transmitir a doença.

Juliana Manfroi, coordenadora de Vigilância Epidemiológica, reforça que a responsabilidade é compartilhada entre poder público e cidadãos no controle da doença. “Quando a comunidade se informa, perde o medo, rompe o preconceito e procura o serviço de saúde diante dos primeiros sinais, nós conseguimos diagnosticar mais cedo, tratar com mais eficácia e evitar que a hanseníase marque para sempre a vida das pessoas”.

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