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Deputados de Mato Grosso criticam transferência de Bolsonaro para a Papudinha: “perseguição”

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

Deputados federais de Mato Grosso manifestaram posicionamento contrário à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local conhecido como “Papudinha”. O ex-presidente, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde novembro.

A deputada federal Coronel Fernanda (PL) classificou a medida como “uma decisão que extrapola limites e escancara a escalada da perseguição política”. Em nota, ela afirmou que a determinação “afronta garantias legais, compromete o Estado de Direito e não contribui em nada para a pacificação do país. Perseguição política não é justiça. É abuso de poder. É um retrocesso que aprofunda divisões e envergonha a democracia brasileira. Meu total repúdio a mais esse excesso”.

O deputado federal Nelson Barbudo (PL) também questionou a decisão em suas redes sociais. “A defesa pediu prisão domiciliar, o STF mandou para a Papuda. Até onde vai a perseguição?”, escreveu. Já o deputado federal coronel Assis (União) avaliou que a transferência “oferece melhores condições à cela da PF, com mais espaço e silêncio, sem o barulho torturante”, mas também fez críticas. “Vou acompanhar de perto a assistência médica ao presidente e seguir postulando a prisão domiciliar devido à sua saúde debilitada e idade de Bolsonaro. No Brasil, 70 anos, saúde debilitada, prisão em regime fechado? A justiça não pode ser usada como instrumento de vingança política ideológica”, concluiu.

Até o momento, outros parlamentares da bancada mato-grossense na Câmara e Senado ainda não se posicionaram. A decisão do ministro Moraes também determinou que Bolsonaro passe por um exame médico realizado por peritos da Polícia Federal para avaliar seu estado clínico e a eventual necessidade de transferência para o hospital penitenciário.

O ex-presidente se junta a outros condenados no mesmo processo que já estão no 19º BPM, como o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques.

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