O delegado Bruno França confirmou, esta manhã, que a linha principal de investigação do assassinato de Graziela Cristina da Silva Alves — morta hoje durante a madrugada no bairro Novos Campos — e Adriano da Conceição Santos — morto a tiros ontem no bairro Industrial — tenham sido encomendados por grupos criminosos. Porém, ele ainda ressaltou que Graziela não possuía histórico criminal, ou vínculos com grupos criminosos. “Existem testemunhas oculares do crime e toda dinâmica comprovam sem nenhuma mais de dúvida se tratar de um crime ordenado por facção criminosa, submetido a videochamada, o que eles chamam de tribunal do crime.”
Segundo o delegado, cinco dos seis homicídios registrados nos primeiros 15 dias deste mês no município estão ligados ao crime organizado e que os últimos dois podem ter retaliação ao antepenúltimo homicídio que ocorreu na cidade. Bruno afirmou que causa preocupação, tendo em vista que novos homicídios podem ocorrer por vingança. “Isso levanta uma certa preocupação porque não se trata do homicídio básico de organização criminosa que eles chamam de cabritagem, vender droga, mas sim existe a possibilidade de que sejam homicídios baseados unicamente na vingança por um ato anterior. Isso se não for combatido de forma imediata pela força de segurança, pode desencadear uma situação fora de controle, como nós já vivemos aqui no ano de 2022 e 2023. Por isso que as forças de segurança não vão permitir que isso aconteça”.
França também explicou que há indícios de que uma moto apreendida durante a manhã possa ter sido utilizada em uma das execuções. “Estamos averiguando porque as características dela batem com as da moto usada no homicídio do rapaz no salão, bem como algumas peculiaridades mecânicas da moto que é tudo muito incipiente, mas nós estamos averiguando. Eu pedi apoio para o pessoal da Polícia Militar para tentar localizar alguns suspeitos. O coronel Jorge Almeida colocou imediatamente a disposição e está na rua, com a equipe. A gente espera, como de costume e já foi feito tantas vezes na cidade, num espaço de poucas horas ou poucos dias, trazer uma resposta satisfatória para a população de Sorriso.”
O delegado acrescenta que, “por óbvio, não vamos aceitar uma realidade dessa, essa realidade de um número alto de homicídios já ficou para trás na cidade de Sorriso e vislumbrando possibilidade de voltar a uma situação inaceitável. Já conversei com o comandante da Polícia Militar, nós já falamos com as nossas chefias e já estamos traçando um plano de reação para primeiro prender os criminosos que cometeram esses crimes, segundo para reestabelecer o estado de ordem que a gente há muito tempo já vinha se acostumando. Nós entendemos que esses 15 primeiros dias do ano em Sorriso não são aceitáveis”, concluiu.
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