Cerca de 65,6% dos atendimentos de saúde mental a mulheres de 15 a 29 anos em unidades de saúde públicas em Mato Grosso são por demanda espontânea e não agendados. É o maior percentual do país junto a Mato Grosso do Sul (63,8%), Paraíba (63,4%), Rio de Janeiro (62,5%) e Rio Grande do Sul (62,4%), maior que a média nacional de 48,8%. É o que mostra o informe de saúde da juventude brasileira, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo a instituição, os jovens são os que sofrem mais internações e procuram menos ajuda em saúde mental entre todas as faixas etárias.
Já para a juventude masculina, observa-se que o percentual médio nacional é de 50,8% de atendimentos por demanda espontânea. Mato Grosso, com 64,9%, é que apresenta o segundo maior percentual de atendimentos espontâneos, atrás do Mato Grosso do Sul (66,8%) e seguido por Rio Grande do Sul (63,5%) e Paraíba (60,4%).
A pesquisa também forneceu dados sobre internação por transtornos mentais dos jovens a cada 100 mil habitantes, entre 2022 e 2023. Em Mato Grosso, entre 15 a 19 anos, a taxa é de 197,9; entre 20 a 24, de 383,7; e, entre 25 a 29, de 460,3. No ranking geral, é o 20º Estado com maior taxa.
A proporção de atendimentos por saúde mental de pessoas de 15 a 29 anos, foi de 8,16%, entre 2022 e 2024, ou seja, dos mais de 1,8 milhão de atendimentos pelo SUS em Mato Grosso, 151,9 mil foram por saúde mental. No ranking geral, é o 19º Estado com maior taxa.
Conforme a Fiocruz, o informe explorou as bases de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre internações hospitalares, óbitos e atendimentos e dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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