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Morrem gêmeos siameses de casal mato-grossense; médicos tentaram cirurgia de separação de emergência

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Redação Só Notícias (foto: reprodução TV Anhanguera)

Os gêmeos siameses Marcos e Mateus, filhos do casal Raylane Siqueira de Oliveira e Maycon Alex Rodrigues Araújo, de Canarana (640 quilômetros de Sinop), não resistiram e morreram após uma cirurgia de separação de emergência realizada na manhã desta quinta-feira em Goiânia. A intervenção, considerada de altíssima complexidade, foi tentada como última alternativa para salvar pelo menos um dos recém-nascidos, mas não teve sucesso.

O cirurgião pediátrico Zacarias Calil, responsável pelo caso, explicou que um dos gêmeos morreu durante a manhã. “Quando eu cheguei, já estava em parada cardíaca. Tentamos reverter, não houve sucesso”, relatou o médico. Diante da gravidade e com o outro bebê ainda consciente, a equipe médica optou por uma separação cirúrgica imediata, um procedimento arriscado que fugia do planejamento original de aguardar cerca de um ano.

“Fomos para o centro cirúrgico, fizemos a separação, tivemos êxito na separação. Foi muito difícil, porque nós tivemos que separar o fígado, a parte intestinal, o quadril e a perna direita”, detalhou Calil. Apesar do sucesso técnico na separação, o bebê operado não resistiu. “Terminou a cirurgia […] e foi para a UTI. Infelizmente chegou na UTI, apresentou também uma parada cardíaca. Foi tentada a reversão também, várias manobras, e também sem sucesso”.

O médico destacou a extrema complexidade do caso, classificando-o anteriormente como o mais desafiador de sua especialidade. Os gêmeos eram isquiópagos, compartilhando fígado, bacia, parte do intestino e estando unidos pelo tórax, abdômen e pernas.

“Se não fosse a quantidade de compartilhamentos que eles tinham, talvez teríamos um sucesso maior. Mas é muita anatomia envolvida”, ponderou Calil, explicando que o ideal para esse tipo de procedimento seria por volta de um ano de idade. No entanto, a deterioração clínica súbita forçou a decisão. “Como eu percebi ali naquele momento que ele estava vivo, estava com o olho aberto e tudo, não tem outra chance. Ou é tudo ou nada. Esse é o nosso papel como médico, você atuar naquele momento, escolher salvar a vida. Infelizmente, não depende só da gente”.

Os bebês haviam nascido na última quarta-feira no Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento (Hemu), em Goiânia. A gestação só foi identificada como de gêmeos siameses no quinto mês. A família, que se deslocou de Canarana para Goiânia para o acompanhamento especializado, recebeu o apoio da equipe do hospital. O corpo médico e a direção do Hemu prestaram esclarecimentos à família e ofereceram suporte psicossocial.

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