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Trio é condenado a 73 anos por morte de adolescente em Sinop; gravaram vídeo ‘comemorando’

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Redação Só Notícias (foto: Só Notícias/arquivo - atualizada 12:18h)

O tribunal do júri da comarca de Sinop condenou, ontem, Derick Leonardo Marques Silva, Francinaldo Alves Pereira e Wesley Ribeiro dos Santos pelos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa armada, em concurso material, contra uma adolescente de 17 anos. Ao todo, as penas somam 73 anos e 9 meses de reclusão, todas em regime fechado. A juíza Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade determinou a imediata execução provisória das penas, com base na soberania dos veredictos do júri, fixando o regime inicial fechado para todos os condenados. 

O crime ocorreu em 2 de setembro de 2022, na Estrada Leonora, entre Sinop e Cláudia. Conforme a investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima foi atraída sob o pretexto de encontro com integrantes de uma organização criminosa, mas acabou executada por membros de grupo criminoso rival.

Segundo a denúncia, a adolescente foi morta com disparos de arma de fogo e golpes de facão. Após a execução, os réus tentaram ocultar o cadáver utilizando lonas, pá e enxada, sendo presos em flagrante durante a tentativa de enterrá-lo. O crime foi filmado por um dos envolvidos, e as imagens foram encontradas em celulares apreendidos. Após o crime e ainda durante a fuga, eles gravaram um vídeo comemorando a ação criminosa. Durante a investigação, esse vídeo foi reunido e incorporado como prova ao inquérito policial.

“Isso demonstra planejamento, frieza e total desprezo pela dignidade humana. Este crime não atinge apenas a vítima e sua família. Ele espalha medo, fortalece facções e desafia o Estado”, disse, através da assessoria, o promotor Fabison Miranda. 

O quarto envolvido no crime, Juliederson Felipe Oliveira de Souza, já havia sido condenado, anteriormente, a 29 anos pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa, em julgamento desmembrado.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, sendo elas motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de reconhecer a atuação dos réus em organização criminosa com emprego de arma de fogo.

A informação é da assessoria do Ministério Público de Mato Grosso

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