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Transferido para presídio servidor acusado de integrar grupo que desviou milhões do Tribunal de Justiça de MT

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Só Notícias/Gazeta Digital (foto: assessoria)

O servidor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso Mauro Ferreira Filho teve sua prisão preventiva mantida e será transferido para o Centro de Ressocialização Ahmenon Lemos Dantas em Várzea Grande. Mauro passou por audiência de custódia ontem à tarde.

Foragido desde a Operação Sepulcro Caiado, deflagrada no dia 30 de julho pela Polícia Civil, com objetivo de desarticular um esquema criminoso envolvendo advogados e membros do Judiciário, ele se entregou à Delegacia de Estelionato de Cuiabá nessa quinta-feira, após passar 8 dias foragido.

O servidor atuava no setor financeiro do TJ e é acusado de alimentar com informações fraudulentas os documentos internos que serviam de base para liberação de alvarás em ações judiciais forjadas. Durante o cumprimento de mandado de busca em sua residência, a polícia apreendeu 24 relógios de grife, dois passaportes em nome dele, joias, notebook, pendrive, tablet e um cofre fechado. A filha do servidor estava no local e afirmou desconhecer o paradeiro do pai.

Com a prisão de Mauro Filho, o delegado Pablo Carneiro deverá encaminhar o relatório completo da investigação para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Isso porque o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva determinou a remessa para a Corte Superior, após manifestação do Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso entrava com ações de cobrança na Justiça e, sem que os devedores soubessem, simulava o pagamento da dívida usando comprovantes falsos de depósitos judiciais. Com esses documentos falsificados, um servidor do judiciário alterava o sistema do TJMT para que constasse que o dinheiro estava disponível no processo.

Ao todo, 7 advogados foram presos. No total foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 22 de busca e apreensão, 46 quebras de sigilo bancário e fiscal, além do sequestro de 18 veículos e 48 imóveis. As fraudes podem chegar a R$ 21 milhões em prejuízos aos cofres públicos.

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