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UFMT também sai em defesa de docente que deixou evento após prefeito proibir linguagem neutra

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Redação Só Notícias (foto: divulgação)

A Universidade Federal de Mato Grosso manifestou hoje solidariedade e apoio irrestrito à professora Maria Inês da Silva Barbosa, mestre em Serviço Social, doutora em Saúde Pública e docente do Instituto de Saúde Coletiva. Na última quarta-feira, a professora se retirou da Conferência Municipal do Sistema Único de Saúde (SUS) em Cuiabá, após ter sua fala interrompida pelo prefeito da capital, Abílio Brunini.

Maria se dirigiu à plateia usando o pronome neutro “todes”, o que incomodou Brunini. “Aqui no nosso município, na nossa gestão, a gente não trabalha com pronome neutro, nem com doutrinação ideológica”, disse ao ameaçar suspender o evento. Maria Inês, por outro lado, rebateu as falas do gestor e, em seguida, decidiu se retirar da conferência.

Segundo a UFMT, Maria sempre “desenvolveu suas atividades acadêmicas com seriedade, compromisso e qualidade cientifica”. A instituição afirma que a fala da professora foi interrompida pelo prefeito de Cuiabá por ela utilizar linguagem neutra, “forma de comunicação aceita e utilizada para evitar discriminação de gênero e assegurar visibilidade às pessoas não-binárias e outras identidades”.

“A Universidade Federal de Mato Grosso – instituição de ensino superior -, cujas atividades privilegiam uma formação acadêmica qualificada, sempre se pautou na democracia, na liberdade de cátedra, na ética, no respeito aos direitos humanos, por essa razão – contrária a qualquer forma de discriminação -, reafirma seu apoio e solidariedade à referida docente”.

Conforme Só Notícias já informou, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) também emitiu uma nota manifestando “total solidariedade” à professora. Segundo o Conselho Nacional de Saúde, Maria é pioneira nos estudos sobre a saúde da população negra no país e foi vítima de desrespeito e cerceamento durante o evento.

“O SUS é fruto de décadas de luta por uma saúde pública universal, integral e equânime, construída com a participação social, princípio basilar da democracia brasileira. As conferências de saúde são espaços históricos de diálogo, onde a diversidade de vozes deve ser não apenas respeitada, mas celebrada, pois reflete o compromisso com a equidade e a inclusão. O objetivo das Conferências é melhorar a saúde de toda a população, e uma das ferramentas mais assertivas para isso é justamente incluir, ouvir e considerar as pessoas na construção de políticas públicas de saúde”, disse o Conselho.

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