Alta Floresta encerrou o ano com 266 notificações de suspeitas de dengue. O número e quatro vezes menor do registrado em 2007, segundo os dados da vigilância ambiental da Secretaria de Saúde. De acordo com o coordenador de vigilância epidemiológica, Claudiomiro Vieira, “nem todos os casos notificados foram feitos exames sorológicos, porém, dos que foram realizados (aproximadamente 40), 60% tiveram resultados negativos”.
Claudiomiro acrescenta que, no último trimestre, quando o período de chuvas iniciou, mais água ficou acumulada proporcionando reprodução do mosquito transmissor, o número de notificações foi pequeno. “Em novembro tivemos 5 suspeitas, em dezembro 4 e em janeiro 3, todos com resultados negativos”, explicou. Segundo ele, o índice de infestação do Aedes Aegytpi foi de 0,25% no ano, permanecendo dentro dos índices tolerados pelo Ministério da Saúde. Em 2007, era 0,66% e, nos últimos quatro anos, a média é de 0,59%.
Visando manter os baixos números, o coordenador explica que os trabalhos de combate a proliferação do mosquito continuarão com as equipes nos locais mapeados e nas áreas de riscos. Uma das ações desenvolvidas no ano passado e que será mantida é o recolhimento de pneus velhos (principal local para procriação do Aedes) nas borracharias e terrenos baldios. Foram aproximadamente mil pneus recolhidos e enviados para reciclagem.
“Apesar de todos os reforços que os governos (municipal, estadual e federal) desenvolvem para o controle da dengue, a principal ação não está nas mãos do poder público e sim nas de cada cidadão que deve se prevenir deixando quintais de suas casas limps”, conclui Claudiomiro. Ano passado, a vigilância aponta que foram localizados e eliminados cerca de 12,4 mil focos de larvas, 1,5 mil vedação de poços e fossas e, 1,2 mil de caixas d’água. Foram gastos aproximadamente 8 mil Kg de larvicidas e 300 litros de inseticidas, mais de 1,5 mil notificações emitidas e 7,8 mil trabalhos realizados.


