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Cuiabá está entre as 10 capitais com mais diabéticos

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Cuiabá está entre as 10 capitais brasileiras com o maior índice de pessoas diabéticas do país. Dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2012) mostram que 6,9% da população da cidade têm a doença. Nacionalmente, as localidades brasileiras com a maior taxa percentual de diabetes são São Paulo (9,3%), seguido de Curitiba (8,4%), Natal (8%), Porto Alegre (8%) e Rio de Janeiro (7,8%). O estudo também revelou um aumento de 40% entre 2006, primeiro ano do levantamento, e 2012. O percentual de brasileiros que se declararam diabéticos passou de 5,3% para 7,4% neste período analisado.

Considerada doença crônica, o diabetes tem aumentado no país, conforme informações do Ministério da Saúde, devido ao excesso de peso da população, à falta de exercícios físicos, à má alimentação e ao envelhecimento da população. No país, cerca de 75% das pessoas com diabetes estão acima do peso. Em 2012, o número de pessoas com sobrepeso superou a metade de brasileiros, chegando a 51%.

De acordo com o endocrinologista Ademir Capistrano Pereira, as características nacionais que compreendem no aumento de pessoas com a doença, também são verificadas nos pacientes cuiabanos. Ele destaca que além do fator genético, verificado em parte dos diabéticos, a obesidade figura como principal problema para o desenvolvimento da doença. “O aumento no número de pessoas com diabetes está diretamente ligado ao aumento de pessoas acima do peso ideal. Além disso, o fator climático da Capital, somado a uma culinária rica em calorias, favorece o desenvolvimento da doença”.

O especialista explica que o fato de Cuiabá ser um local bastante quente, acaba influenciando na falta de disponibilidade das pessoas para a prática de atividades físicas, além da elevação no consumo de bebidas alcoólicas, refrigerantes e sucos com alta dose de açúcar. “Muitas pessoas, ao invés de beber água, como forma de hidratação, preferem bebidas calóricas. Isso reflete no aumento de peso e na elevação do consumo de açúcar”.

Capistrano também reforça que o diabetes pode ser considerada uma doença progressiva e que sempre está acompanhada de alguma outra patologia. “Quando a doença (diabetes) não é tratada, a tendência é que ela sempre piore. A pessoa diagnosticada com diabetes nunca vai se sentir totalmente bem se não tratar o problema. Sempre vai estar indisposta, cansada, se sentindo fraca, além de outras problemáticas. Porém, mesmo com estes agravantes é importante lembrar que o diabetes é uma patologia totalmente controlável e que todos os pacientes têm condições de desenvolver o tratamento”.

O médico informa que, atualmente, o tratamento para o diabetes é padronizado. “Em todo mundo há demandas para serem seguidas quando o assunto é diabetes. Os principais itens receitados pelos profissionais, assim que o paciente é diagnosticado com a doença, é o início de uma dieta hipocalórica e hipoglicídica, uso dos medicamentos adequados e a realização de exercícios físicos. Seguindo estas 3 orientações, o diabético tem condições de manter a doença controlada e viver bem”.

Doenca- Patologia resultante do desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue, o diabetes ocorre quando o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou quando a insulina produzida pelo pâncreas não age adequadamente nas células devido a uma resistência do corpo à ação dela (diabetes tipo 2). Quando um destes problemas com a insulina ocor- re, a glicose deixa de ser absorvida pelas células, provocando elevação dos níveis de glicose no sangue.

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