
Segundo Maria Aparecida, os profissionais da Educação podem paralisar as atividades logo no início do ano letivo. “Rejeitamos o documento encaminhado pela administração municipal. Agora, vamos encaminhar mais ofícios e continuar tentando buscar o diálogo. Caso não avance, o ano que vem será greve no início do ano. Iremos começar os primeiros dias de aula e, depois, retomaremos greve por tempo indeterminado”.
Até agora, o pedido feito por profissionais da rede municipal para reduzir a jornada não avançou. Após a audiência pública realizada na semana passada, na câmara de vereadores, a prefeitura havia ficado de encaminhar uma resposta sobre a solicitação ao Sintep. O documento enviado aponta que, por enquanto, o pedido não poderá ser atendido.
Ao Só Notícias, a secretária de Educação, Veridiana Paganotti, informou que, apesar da promessa feita pelo presidente da câmara, Ademir Bortolli, de ajudar com R$ 350 mil em recursos do Legislativo, para que a jornada fosse reduzida, a prefeitura não tem condições, no momento, de suportar o restante do impacto financeiro. “O impacto é de R$ 1,6 milhão. Refizemos os cálculos e não conseguiremos, por agora, fazer este compromisso com a categoria”.
A secretária afirmou ainda que, mesmo sem uma previsão concreta, a intenção é atender “o quanto antes” ao pedido da categoria. “Tivemos uma queda brusca nos repasses do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Ainda não temos o fechamento para saber quanto estará disponível para o ano que vem. Estamos correndo atrás”.
O sindicato, por outro lado, garante que o município tem condições de atender ao pedido para diminuir de 40 para 38 horas semanais a jornada dos técnicos administrativos, e de 38 para 36 horas a jornada dos professores. Para embasar a solicitação, o Sintep aponta que, apenas em 2017, o município efetivou aproximadamente 1,5 mil novas matrículas, com recursos próprios.
Segundo o Sintep, a partir de janeiro de 2018, essas matrículas entrarão no cota das transferências do Fundeb e representarão mais de R$ 5 milhões para o município. O sindicato diz que tal recurso seria suficiente para absorver o impacto financeiro da alteração das jornadas de trabalho.


