
O proprietário de um posto de combustível em Cuiabá, que prefere não ser identificado, revela que o problema da diferença entre o mínimo e o máximo cobrados é resultado da guerra de preços. “Embora para o consumidor possa ser vantajoso escolher entre revendas com preços mais em conta, para o empresário sem condições de absorver o custo do etanol fica complicado trabalhar valor ao consumidor final, porque a margem já está reduzida”.
O diretor-executivo do Sindicato do Comércio de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Sindipetróleo/MT), Nelson Soares, afirma que não comenta preços praticados no mercado. Por sua vez, o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool-MT), Jorge dos Santos, pondera que parte da redução no preço verificada nas bombas pelo consumidor final é decorrente da tentativa das usinas em movimentar o caixa, já que a ociosidade provocada pela entressafra da cana-de-açúcar, iniciada em novembro e que segue até abril, faz com que 7 das 10 usinas em atividade do Estado deixem de trabalhar neste período. “Nesta época só trabalham as usinas que processam etanol de grãos, como o milho”.
De acordo com Jorge dos Santos, na última semana de janeiro, o etanol estava sendo vendido pelas usinas às distribuidoras por R$ 2,18/l e baixou para R$ 2,08 na 1ª semana de fevereiro, uma redução de 4,58%. Contudo, não houve alteração expressiva no preço médio praticado pelas distribuidoras em Mato Grosso, que em Cuiabá cobrou R$ 2,42/l das revendas nas 3 últimas semanas de janeiro e R$ 2,40/l na 1ª semana de fevereiro, conforme dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).


