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Defesa refuta possibilidade de deleção premiada para José Riva

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Responsável pela defesa do ex-deputado José Riva, o advogado Rodrigo Mudrovitsch negou qualquer tratativa com os Ministério Público Estadual (MPE) e Federal (MPF) pra formalizar um acordo de colaboração premiada envolvendo o político. Para ele, tais informações, ventiladas nas últimas semanas, atrapalham o andamento regular do processo. O advogado destaca que neste momento o foco é revogar o decreto de prisão preventiva que pesa contra o ex-parlamentar e esclarecer os fatos apontados pela acusação nos processos em que Riva figura como réu.

Mudrovitsch sustenta que em nenhum momento Riva chegou a falar sobre a intenção em firmar o acordo. “Atualmente sou o único advogado responsável pela defesa dele e posso assegurar que não há qualquer hipótese de termos em andamento um acordo deste tipo. Rechaço esta informação de forma veemente”.

Fontes ligadas aos órgãos de investigação ressaltaram a possibilidade da celebração do acordo em duas ocasiões distintas. Uma destas fontes, procurada após a negativa de Riva, na última semana, e de seu advogado nesta quarta-feira (24) sustentou que até o momento “não há nada formalizado”. Isso, no entanto, não impede que um eventual acordo possa ser firmado em breve.

Para Mudrovitsch, informações deste tipo só atrapalham o andamento das ações quem têm como réu o ex-deputado. “É natural que no andamento do processo haja algum ‘soluço’, mas neste momento todos os ‘soluços’ são atribuídos a isso. Reafirmo que não há nenhuma conversa no sentido de tratar desta delação”.

O advogado destaca que a defesa está totalmente focada nos processos e que a primeira “batalha” travada é a revogação da prisão preventiva do político, decretada em outubro do ano passado no decorrer da operação Metástase. “Nossa preocupação é a revogação da prisão e, na sequência, a defesa nos processos, esclarecendo em cada um deles o que de fato ocorreu”.Com um discurso na mesma linha, Riva já declarou estar confiante na sua estratégia de defesa e que embora tenha “muita dificuldade” na primeira instância, terá suas eventuais condenações revistas nas Cortes superiores. “Tenho certeza que a hora que for analisado tecnicamente todo o processo, tenho grande possibilidade de lograr êxito”.

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