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Ex-procurador é preso pelo Gaeco em Cuiabá após prestar depoimento

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O ex-procurador do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”, foi preso, esta tarde, após prestar depoimento à juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Santos Arruda. O mandado de prisão foi cumprido por membros do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e está inserido na operação Seven, que investiga a compra de áreas por parte do governo do Estado durante a gestão Silval Barbosa (PMDB).

De acordo com o Gaeco, a prisão preventiva foi decretada no dia 12 de fevereiro nos autos do processo que apura esquema de desvio de verbas públicas, que seria encabeçado pelo ex-governador do Estado, Silval da Cunha Barbosa. Trata-se de fraude mediante a expropriação de terras rurais e mudanças de destinação de tais terras, que visava tão somente a aquisição simulada de uma área rural de 721 hectares, a qual, na verdade, já havia sido adquirida anos antes pelo Estado. Estima-se que R$ 7 milhões foram desviados dos cofres públicos com a referida transação.

“Além da compra simulada, consta que o valor do negócio foi superfaturado e que a área de terras está hipotecada para terceiros, de modo que jamais poderia ter sido adquirida”, destacou a juíza Selma Rosane Santos Arruda, na decisão que decretou a prisão do ex-procurador.

A magistrada ressaltou, também, a influência exercida pelo ex-procurador do Estado e afirma que a organização criminosa “parece estar em pleno funcionamento e ainda oferece riscos à ordem pública e à instrução processual”. Enfatiza, ainda, que “Chico Lima”, como é conhecido, tem residência fora do país, o que aumenta a probabilidade de fuga, caso permaneça solto.

“O risco de fuga é iminente: basta que Francisco perceba que sua efetiva participação está sendo descortinada e tenha ciência de sua provável condenação pelos graves crimes que lhe são imputados”, afirmou.

Na operação Sodoma, o ex-procurador foi denunciado pela prática de crimes de peculato, organização criminosa e extorsão. Ele foi apontado como principal articulador da organização junto a empresas que se encarregaram da lavagem de dinheiro ilícito.

Além do ex-procurador do Estado, a lista de presos da operação “Seven” inclui o ex-governador do Estado, Silval Barbosa; o ex-secretário chefe da Casa Civil, Pedro Jamil Nadaf; o ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto; e o coronel da PM José de Jesus Nunes Cordeiro, que atuou como ex-secretário adjunto da antiga Sad.

(Atualizada às 17h30)

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