A secretaria de Meio Ambiente informou, hoje, que afastou três servidores das funções relacionadas com o setor florestal, demitiu um contratado e abriu Processos Administrativos Disciplinares para apurar a responsabilidade dos acusados. Outros dois servidores foram afastados, no último dia 31, quando foi realizada a operação Loki, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) para apurar fraudes no Cadastro Ambiental Rural (CAR). A secretaria destaca a atuação conjunta com o Ministério Público de Mato Grosso para identificar quem infringe regras e adotar todas as medidas legais cabíveis, com o compartilhamento integral de provas e informações.
“A Sema é totalmente transparente em todos os seus atos administrativos. Durante as investigações, foram mais de 20 pedidos de informação do Ministério Público atendidos prontamente pela gestão para possibilitar a investigação de todos os indícios de fraude. O acesso a todos os sistemas de controle é amplo e irrestrito aos órgãos fiscalizadores para combater a ilegalidade e promover a eficiência no serviço público”, explicou, através da assessoria, a secretária Mauren Lazzaretti.
São investigadas fraudes que teriam ocorrido antes de 2018 e a operação Loki é um desdobramento da Operação Polygonum. “O combate à corrupção e à lavagem de dinheiro, inclusive na área ambiental, dependem da cooperação e transparência dos órgãos da administração pública, em apoio aos órgãos de persecução. Neste caso a ofensa não é apenas contra a administração ambiental, mas em desfavor de toda a coletividade, uma vez que atinge um bem que pertence à presente e futuras gerações”, disse a Delegada de Polícia Civil Alessandra Saturnino, designada pela Polícia Judiciária Civil para atuar na força tarefa ambiental do GAECO.
A secretaria acrescenta que todos os dados da secretaria estão abertos e transparentes para possibilitar o controle social, o acesso à informação, auditorias e fiscalização de órgãos de controle e também observa o decreto 129/2019, que dispõe sobre a integração entre o Ministério Público e as entidades administrativas do Estado, para a prevenção e detecção de ilicitudes em atos administrativos estaduais.


