O secretário de Estado de Fazenda, Marcel de Cursi, iniciou seu depoimento à juíza da Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, esta tarde, negando que tenha participação no esquema de corrupção na desapropriação da área no Jardim Liberdade que teria desviado R$ 15 milhões dos cofres estaduais. "É até difícil falar sobre algo que você desconhece. Eu não conheço o processo, não tratei desse assunto com ninguém. A Sefaz não faz pagamento, a Sefaz arrecada, quem faz pagamento é o ordenador de despesa".
Cursi apresenta um papel e diz que o ex-chefe da Casa Civil Pedro Nadaf se retratou com a Polícia Civil em relação ao que disse sobre ele. Na opinião dele, estão querendo encobrir pessoas com foro privilegiado e cita que Nadaf afirmou que realizou pagamento à ex-deputada Luciane Bezerra (PSB), atual prefeita de Juara.
Marcel afirma que à época, estranhou a contabilidade do Intermat e indagou o então presidente da autarquia, Afonso Dalberto, sobre a despesa. Ele também negou que tenha tido reunião com Silval Barbosa, onde este teria lhe dito para providenciar recursos para o pagamento da desapropriação, já que haveria um "retorno". "Eu nunca tive nenhum conversa que não fosse republicana com ele".
O ex-secretário classifica como "revelações assombrosas" o esquema de corrupção e diz que está sendo "penalizado" porque foi acusado de forma "leviana". "Eu acredito que há pessoas com foro privilegiado que estão sendo preservadas. Eu gostaria de citar, por exemplo a Luciane Bezerra", afirmou Cursi, que também cita os deputados Romoaldo Júnior (PMDB), Mauro Savi (PR), Wagner Ramos e Guilherme Maluf (PSDB). "Esses nomes não aparecem na denúncia".
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