O ex-governador e ex-deputado federal, Júlio Campos (DEM), afirmou em entrevista à rádio Capital FM que o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), é um nome forte para disputar o governo do Estado em 2018. Mendes está entre os “inconformados” com a presidência do deputado federal Valtenir Pereira na executiva estadual do PSB e, assim como os deputados federais Fábio Garcia e Adilton Sachetti, além dos estaduais Eduardo Botelho, Mauro Savi, Oscar Bezerra e Professor Adriano, foram convidados por Júlio Campos para migrarem para o DEM.
“Mauro Mendes tem nome forte, não só para uma disputa majoritária para governador, vice-governador, senador, mas também para uma disputa a deputado federal, por exemplo. Não há restrição ao nome dele no DEM. Mauro também foi convidado e é um nome que qualquer partido gostaria de ter em seu seio. Tivemos algumas dificuldades no passado, mas foram superadas, porque não se faz política com fígado e sim com o cérebro”.
O democrata garantiu que todos os ‘insatisfeitos’ com a ida de Valtenir para o PSB foram convidados pelo DEM e que todos têm possibilidade de disputar a eleição no ano que vem, bem como disputar a presidência do diretório estadual e dos municipais.
“Não temos nenhuma dificuldade. Temos nossos diretórios municipais, não são comissões, são diretórios. Não se pode destituir um diretório sem razão e teria que haver uma renúncia coletiva, então para esse ano é impossível. Mas no ano que vem, com a renovação do comando dos diretórios, eles teriam sim direito a participar da direção executiva do partido em nível estadual e municipal. Da nossa parte não há dificuldades. Eu mesmo votei em Fábio Garcia. Outros companheiros votaram no Adilton Sachetti. São nossos aliados”.
O ex-governador também salientou a lealdade do DEM ao governo Pedro Taques, mas ressaltou que o partido não ocupa cargos na administração estadual. “Estamos na base do governo. O DEM é um aliado incondicional. Nem participação direta nós temos. Estamos nessa compulsão política, mais dando do que recebendo. Dando nosso apoio, nossa solidariedade. Tanto é que nosso único parlamentar, Dilmar Dal Bosco, é hoje líder do governo na Assembleia Legislativa. Nunca exigimos nenhuma contrapartida do governador. Nunca exigimos nenhuma participação nas intimidades, nenhuma participação nas entranhas do governo , mas também não podemos esquecer que o projeto do DEM é um projeto nacional e estadual. Estamos com perspectiva de recebermos novos companheiros, inclusive membros do PSB, com nomes fortes para a disputa”.
Campos destaca o momento complicado sofrido pela gestão Pedro Taques, avalia que ainda é possível reverter a situação para uma eventual reeleição, mas não descarta deixar a base do governo.
“No momento o governo sofre algumas dificuldades. Já está concluindo algumas obras de importância vital para a Baixada Cuiabana e todo Mato Grosso. Ainda há prazo para recuperar e disputar no ano que vem. Tem todas as condições. Agora vamos sentar na época oportuna, analisarmos a situação e temos que ser sinceros uns com os outros. Se houver ainda essa dificuldade, a gente tem que escolher uma opção de comum acordo, mas eu acredito que governo é governo. A oposição também está muito desfalcada. Do lado de lá, quem poderia enfrentar Pedro taques nas urnas? Os nomes mais fortes, que são Mauro Mendes e Jayme Campos, são aliados”.
Sobre a especulação em torno do nome de seu irmão, o ex-senador Jayme Campos na disputa ao Palácio Paiaguás, Júlio assegura que não é a prioridade, mas não descarta a possibilidade, tanto de Jayme quanto dele próprio disputar as eleições no próximo ano. Júlio ainda se diz recuperado de uma cirrose e afirma que ainda pode ser “útil” ao Estado.
“Não podemos dizer que dessa água não beberei porque eu passei por um momento muito complicado com a doença. Praticamente me entreguei. Mas agora que estou recuperado, após o transplante (de fígado), acho que posso ser útil a Mato Grosso, ajudando no desenvolvimento do meu Estado, ajudando meu partido, meus companheiros e servindo a população de Mato Grosso”.


