O petista Lúdio Cabral afirmou, ao sair da Delegacia Fazendária (Defaz), onde prestou depoimento, esta manhã, que contribuiu com as investigações na condição de informante e não de investigado. Ele apontou ainda que as verbas usadas na campanha eleitoral de 2012 estão todas quitadas e documentadas.
Ele foi conduzido coercitivamente como um dos alvos da quinta etapa da operação Sodoma para explicar sobre uso de dinheiro público em 2012, quando disputou a Prefeitura de Cuiabá com o advogado peemedebista Francisco Faiad como vice.
Faiad foi preso, esta manhã, acusado de participar de esquema de desvio de verbas do erário estadual envolvendo empresa de combustível Marmeleiro Auto Posto Ltda. Na decisão da juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, há o apontamento de R$ 1,7 milhão do esquema direcionados à campanha do petista, em aliança com o PMDB de Faiad.
A magistrada fala que Lúdio não é investigado, mas tem muita proximidade com o "palco" dos fatos.
À imprensa, Lúdio reforçou que não é investigado. "É importante esclarecer que eu vim depor não na condição de investigado, mas na condição técnica que eles chamam de informante. Todos os depoimentos não me envolvem em nenhum tipo de crime, há a citação de dívidas da campanha de 2012 de uma empresa de combustível que é objeto de investigação, dívidas que foram declaradas e posteriormente quitadas de forma documentada".
Disse ainda que esse valor de R$ 1,7 milhão não "bate", porque "a totalidade da dívida da campanha de 2012 de todos os fornecedores chegou a R$ 2,3 milhões".
O petista afirma ainda que assim que a campanha foi concluída fizeram o levantamento de toda a dívida, contataram todos os credores e fizeram a programação de pagamento com recursos oriundos do PT nacional.
Sobre a acusação de que dinheiro público desviado bancou a campanha petista de 2012 ele nega. "Não é verdade essa informação".
Sobre a aliança com o PMDB em 2010 e 2012, comentou que isso nem viria mais ao caso, que foi uma aliança nacional entre os partidos, que ele respeitou.
Por conta desta aliança, o PT apoiou Silval em 2010 e Lúdio compôs com Faiad em 2012.
Sobre a condução coercitiva, alegou que seria desnecessário, que iria se fosse apenas convidado.


