A Polícia Civil deflagrou, esta manhã, a 5ª fase da operação Sodoma que investiga fraudes em licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas realizados pelos representantes de duas empresas em benefício da organização criminosa supostamente comandada pelo ex-governador Silval Barbosa. Os mandados de prisão foram cumpridos contra Valdisio Juliano Viriato, Francisco Faiad (ex-secretário de Administração), Silval Barbosa, Sílvio Cesar Corrêa Araújo (ex-chefe de Gabinete de Silval), José Jesus Nunes Cordeiro.
Entre os conduzidos coercitiva para interrogatórios estão Wilson Luiz Soares, Mario Balbino Lemes Junior, Rafael Yamada Torres e Marcel de Cursi (ex-secretário de Fazenda). Também chegou à Defaz o ex-vereador Lúdio Cabral (PT), que compôs chapa com Faid na disputa pela Prefeitura de Cuiabá em 2012.
A investigação presidida pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública, cumpri cinco mandados de prisão preventiva, nove de condução coercitiva e nove de busca e apreensão domiciliar em Mato Grosso, Santa Catariana e Distrito Federal. Participam da operação 17 equipes de policiais civis, compostas por delegados, investigadores e escrivães.
Os suspeitos são investigados em fraudes à licitação, corrupção, peculato e organização criminosa em contratos celebrados entre as empresas, nos anos de 2011 a 2014, com o governo do Estado.
Segundo a Polícia Civil apurou, as empresas foram utilizadas pela organização criminosa, investigada na operação Sodoma, para desvios de recursos públicos e recebimento de vantagens indevidas, utilizando-se de duas importantes secretarias, a antiga Secretaria de Administração (Sad) e a Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana (Septu), antiga Secretaria de Infraestrutura (Sinfra).
As duas empresas, juntas, receberam aproximadamente R$ 300 milhões, entre os anos 2011 a 2014, do Estado de Mato Grosso, em licitações fraudadas. Com o dinheiro desviado efetuaram pagamento de propinas em benefício da organização criminosa no montante estimado em mais de R$ 7 milhões.
Os presos e conduzidos estão sendo levados para a Defaz.
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(Atualizada às 9h20)


