quarta-feira, 24/abril/2024
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Polícia investiga duas versões para onda de crimes em Juruena

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A equipe designada pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública para investigar os incêndios criminosos na cidade de Juruena (880 km a Noroeste de Cuiabá) trabalha com duas hipóteses.

A primeira de que os crimes tenham sido cometidos por garimpeiros ou outras pessoas desempregadas quando do fechamento de um garimpo ilegal, no mês de dezembro. E a segunda seria de motivação política — e os criminosos estariam com o intuito de atacar a atual administração do município.

Dez policiais e peritos criminais trabalham na investigação, segundo o tenente Soares, da Polícia Militar designado para a Sema. Desde que os policiais chegaram à cidade, não ocorreu nenhum ato de vandalismo, a não ser a tentativa de incendiar a igreja, na quarta-feira (25). Bandidos arrombaram a casa do padre com esse intuito, mas a polícia foi avisada e os incendiários fugiram.

Já foram incendiados uma escola estadual, outra da rede particular, a sede local do Indea, a Exatoria, a prefeitura (incluindo o gabinete do prefeito) e até mesmo o cemitério.

Para o prefeito de Juruena, Bernadinho Crozetta, devem-se tratar de “pessoas vindas de fora”, atraídas pela oportunidade de trabalhar no garimpo do ouro e que agora estão desempregadas.

Quando da desativação pela Sema do garimpo ilegal que explorava ouro no também irregular assentamento “Vale do Amanhecer”, a prefeitura pagou passagens para que todos os assentados pudessem deixar a cidade rumo às suas cidades de origem. Cerca de 180 famílias trabalhavam ali.

A operação para retirada dos garimpeiros foi tranqüila e a maioria deles foi embora, mas um sinal de que alguns tenham ficado foi o assassinato, no final de dezembro passado, de Jovino Massola, a pessoa que denunciou as atividades no garimpo.

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