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Argentina: exportação de grãos de soja caiu 62% em 2009
29 de janeiro de 2010 - 17:30h
Autor: E-campo

A exportação de soja sem processamento teve uma grande queda no ano passado, devido principalmente a pior seca em 70 anos sofrida pelo país, que arrasou as colheitas. Segundo dados de mercado em função de estatísticas do Indec, a exportação de grãos de soja caiu 64% no ano passado, ficou em 4,3 milhões de toneladas, em relação aos 11,7 milhões de toneladas de 2008 (número similar ao de 2007).

Foram exportados do país menos da metade dos grãos de soja e a indústria também teve forte queda. Segundo os dados da Câmara da Indústria de Óleos e Exportação (Ciara-CEC), mais as estimativas de dezembro, em 2009 foram para o moinho uns 29 milhões de toneladas de grãos de soja, quase 2,5 milhões a menos que 2008, e uns 7 milhões a menos que 2007.

A grande queda da exportação de grãos não foi devido a uma maior industrialização local. As estatísticas de exportação de óleo e farinha de soja provam que a queda vem desde 2007.

Em 2009, foram exportados 4,4 milhões de toneladas de óleo de soja, 10% a menos que em 2008, e 31% a menos que em 2007. Em relação à farinha de soja, o principal produto de exportação da Argentina, a exportação chegou a 21,6 milhões de toneladas no ano passado, 7% a menos que em 2008 e 16,6% a menos que em 2007. Este produto foi o único que teve um fenomenal aumento de preço, apesar do menor volume, sua exportação em valores cresceu 28,7%.

Entre grãos, farinha e óleo de soja, as exportações do ano passado chegaram a 30,3 milhões de toneladas por U$S 12.974 milhões de dólares, quase 10 milhões de toneladas e U$S 3.600 milhões de dólares a menos que em 2008.

Paraguai, nunca mais

Assim, a capacidade ociosa das fábricas de oléo localizadas nos arredores de Rosario, que formam o maior pólo de soja exportador do mundo, aumentou em 42% em 2009, quase o dobro que em 2008, estimam o setor. A isto contribuiu a impossibilidade econômica de seguir trazendo grãos do Paraguai pelo regime de importação temporária, que permitia pagar retenções somente pelo valor agregado local.

Segundo as fábricas de óleo, como o Paraguai também sofreu com a forte seca, este ano puderam trazer somente 1,8 milhão de toneladas de grãos desse país (mais ou menos a metade dos outros anos). Agora, boa parte dessa soja vai igualmente pelo Paraná, mas seguindo direto para China, sem agregar o valor local.

Tradução Portal Agrolink

Agroextra - Prêmio Raízes


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